Depressão atinge mulheres e homens de formas diferentes. Entenda

Estudo mostrou que depressão é mais comum em mulheres, porém, homens cometem mais suicídios

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 13/07/2017

Um estudo da Universidade de Cambridge, nos Estados Unidos, mostrou que os cérebros de homens e mulheres reagem de forma muito diferente à depressão, o que pode demonstrar que os tratamentos deveriam ser feitos com abordagens diferentes. Também foi apontado pela pesquisa a depressão é duas vezes mais comum nas mulheres do que nos homens, mas eles, por outro lado, são mais propensos cometerem suicídio.

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Em seu estudo, os cientistas realizaram exames cerebrais em 82 mulheres e 24 homens com depressão e em 24 mulheres e 10 homens voluntários saudáveis, com idades entre 11 e 18 anos. As imagens dos cérebros dos adolescentes foram obtidas com ressonância magnética, enquanto eram exibidas palavras felizes, tristes ou neutras em uma tela, colocadas em uma ordem específica.

Os voluntários foram orientados a pressionar ou não um botão quando apareciam certos tipos de palavras. Assim, os pesquisadores mediram sua atividade cerebral durante todo o experimento. Quando eram exibidas certas combinações de palavras na tela, os cientistas perceberam que a depressão afetava a atividade do cérebro de forma diferente entre meninos e meninas em determinadas regiões cerebrais.

O estudo disse ainda que, aos 15 anos, as meninas são duas vezes mais propensas a sofrer de depressão grave do que os meninos. A maior incidência de depressão nas mulheres tem sido associada a problemas de imagem corporal, flutuações hormonais e até mesmo genética, com pesquisas que mostram que as meninas são mais propensas a herdar essa condição.

As meninas também são mais propensas a terem "pensamentos negativos", uma tendência a cultivar coisas ruins em suas vidas. Entretanto, enquanto a depressão maior é mais comum nas meninas, os meninos são mais propensos a cometerem suicídio ou a recorrerem ao abuso de substâncias do que elas, disseram os pesquisadores.

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Para os cientistas, os homens são mais propensos a sofrer de depressão persistente, enquanto que a depressão das mulheres tende a ser mais episódica. Com as descobertas, os pesquisadores acreditam que seja possível encontrar formas de tratamento específicas para homens e mulheres, obtendo assim melhores resultados na recuperação desses pacientes.